A curiosa história da numeração da Libertadores de 1976

A conquista da Copa Libertadores de 1976 foi um marco na história do Cruzeiro. O time celeste já era soberano no futebol mineiro, vindo de uma conquista de Taça Brasil e de diversos títulos estaduais, mas a conquista da Libertadores veio para consolidar de vez o Cruzeiro no cenário internacional.

Em seu elenco, o Cruzeiro contava com grandes craques, como Nelinho, Palhinha, Piazza, Joãozinho, Jairzinho, Zé Carlos, Roberto Batata e muitos outros. Porém, um fato curioso chamou a atenção entre os jogadores do elenco: os jogadores do Cruzeiro entraram para a disputa da competição utilizando camisas com numeração diferente da tradicional usada.

O lateral Nelinho, que usava a camisa 4, estava com a camisa 9 na Libertadores. Palhinha, que usava a camisa 9, ficou com a camisa 5, enquanto Piazza, que usava a 5, ficou com a camisa 13. O atacante Roberto Batata, que tradicionalmente vestia a 7, ficou com a camisa 14 e Joãozinho, que usava a camisa 11 ficou com a camisa 10.

Mas há um motivo para essa alteração. Com poucas informações sobre times e jogadores adversários (ainda mais de outros países), uma das maneiras de identificação era pelo número da camisa. Visando confundir os seus adversários, o Cruzeiro inscreveu os seus jogadores na Libertadores com numeração diferente da usual. A mudança deu certo: confundindo a marcação, o Cruzeiro teve o melhor ataque da competição, com 46 gols, tendo Palhinha, Jairzinho e Joãozinho marcado 32 desses gols.
 
A numeração em jogadores

A numeração de jogadores de futebol surgiu em 1911, quando dois times de Sydney usaram camisas numeradas em uma partida local, como forma de facilitar a identificação dos jogadores pelos árbitros e torcedores. A prática se popularizou apenas na década de 1930, na Inglaterra, mas só foi se tornar obrigatória pela FIFA para a Copa do Mundo de 1958. 

Durante muitos anos, os jogadores titulares utilizavam a camisas de 1 a 11, enquanto os reservas utilizavam os números 12 adiante. Hoje, com a numeração fixa para a temporada inteira, é comum vermos jogadores com números diferentes, escolhidos de acordo com a sua preferência. Assim, é mais comum associarmos um número a um jogador específico, como Lucas Silva com a 16, Lucas Romero com a 29 ou Kaio Jorge com a 19.

Você sabia sobre essa estratégia utilizada pelo Cruzeiro em sua primeira conquista da Libertadores, em 1976?
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