IBRAM vê Acordo Mercosul-União Europeia como avanço para a mineração e economia brasileira

Imagem: Divulgação - IBRAM considera o Acordo Mercosul-União Europeia uma grande oportunidade para a mineração brasileira, ampliando o acesso ao mercado europeu e atraindo investimentos em um setor estratégico para a economia nacional
Imagem: Divulgação - IBRAM considera o Acordo Mercosul-União Europeia uma grande oportunidade para a mineração brasileira, ampliando o acesso ao mercado europeu e atraindo investimentos em um setor estratégico para a economia nacional

Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) avalia positivamente o recente Acordo Comercial assinado entre o Mercosul-União Europeia, considerando-o uma grande oportunidade para fortalecer a posição do Brasil como fornecedor estratégico de minerais para a Europa. A negociação abre novos horizontes para o setor mineral, além de proporcionar um impacto positivo na economia nacional.

Aumento das oportunidades comerciais e atração de investimentos com o acordo Mercosul-União Europeia

O acordo, que visa expandir o acesso do Brasil ao mercado europeu, está alinhado com a crescente demanda global por minerais estratégicos. Esse movimento não apenas cria um ambiente mais favorável para investimentos no país, mas também preserva importantes ferramentas de política industrial, fundamentais para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

No entanto, o acordo Mercosul-União Europeia traz consigo novos requisitos regulatórios e ambientais que exigirão adaptação das empresas do setor. Embora essas mudanças apresentem desafios, elas estão em consonância com as tendências internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade, que visam assegurar a conformidade com as normas ambientais e sociais exigidas pela UE.

Para o Brasil, essa adaptação pode resultar em um fortalecimento da posição competitiva do país no fornecimento de minerais críticos, como lítio e grafite, essenciais para a transição energética global e para uma economia de baixo carbono.

A União Europeia aprovou provisoriamente o acordo comercial na sexta-feira (9/1), com a maioria dos 27 países membros apoiando o texto. A decisão integra duas regiões com um mercado de 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões. O impacto esperado do acordo é significativo: as exportações da UE para o Mercosul devem crescer em cerca de 50 bilhões de euros até 2040, enquanto as exportações do Mercosul também deverão aumentar em até 9 bilhões de euros no mesmo período.

Mineração brasileira em foco

Em termos específicos para a mineração, o Brasil tem um papel fundamental. Atualmente, o país responde por 13% do fornecimento de grafite natural para a União Europeia e cerca de 12% do fornecimento de alumínio/bauxita. Com o acordo, a previsão é que o Brasil amplie ainda mais esse papel, facilitando o investimento de empresas europeias no setor mineral, especialmente em matérias-primas essenciais para as cadeias de suprimento verdes e digitais.

A eliminação de barreiras comerciais, como preços mínimos e impostos de exportação, além da remoção de exigências de licenciamento não automático, promete reduzir custos para empresas europeias e garantir contratos de fornecimento estáveis e de longo prazo. Para o Brasil, isso significa mais investimento em suas indústrias de minerais críticos, promovendo a geração de empregos e impulsionando a competitividade no cenário global.

Compartilhar:
Facebook
WhatsApp